Capítulo II: Então eu me encontro com o assassino
Não era gritos normais, e sim gritos de medo, terror. Minha amiga e eu corremos para ver oque estava acontecendo, mas nos deparamos com uma coisa terrível.
O namorado da minha amiga havia sido assassinado, no corredor da minha mansão. Meus tios logo apareceram, mas não demonstraram tanto espanto assim, mas não deixaram de se assustar.
Uma poça de sangue se formava no corredor, entre a porta do quarto de hospedes e o banheiro. Me lembrei do dia em que meus pais foram assassinados, então desmaiei.
Quando acordei novamente, com muita dor de cabeça reparei que não estava num lugar comum. Estava num hospital, tomando soro. Toda vez que eu via poças de sangue, nem que se fosse artificial ou de desenho animado, eu desmaiava.
— Querida, vamos ter que internar você por alguns meses numa clínica psiquiátrica. É para o seu bem, minha sobrinha.
— Aí você fica com o meu dinheiro?
— Você está obcecada por esse dinheiro, você precisa se tratar sua imbecil! Ou você faz oque eu peço ou eu...
— Vai fazer o quê? E imbecil aqui é você, achando que vai me dar o golpe.
— Ou você me respeita ou eu te ponho no colégio interno.
— Te respeitar? Você nunca me respeitou, nunca se importou comigo, só quis ficar comigo para por a mão na fortuna dos meus pais!
Minha tia então me deu um tapa na cara, e cuspiu em mim. Os médicos chegaram a tempo de ver a cena, e a levaram fora da sala.
Ela como sempre fez seu teatrinho emocional, e eu levei a pior. Felizmente, oque eu tive não era nada demais e eu seria liberada hoje mesmo pela minha "responsável".
. . .
— Eu te tirei desse hospital depois de tudo que você me fez, se você aprontar mais uma dessas você vai morar na rua! — O detetive que estava cuidando do caso do assassinato dos meus pais veio em minha direção e então pôs as mãos nos meus ombros.
— Cansado?
— Ah, sim. Então detetive, descobriu algo relacionado a morte dos meus pais?
— Oh, vamos tomar um chá? — Falou meu tio, na maior delicadeza. Meu tio era um cara estranho. Ele parecia aqueles prefeitos do jogo de tabuleiro "Monopoly" Ele usava terno preto, uma cartola preta e tinha um bigode branco. Sua cor de pele era branca, olhos castanhos e meu tio era gordo. Ele quase nunca falava comigo, pois estava ocupado demais cuidando de sua famosa loja de bebidas, com os melhores cafés, sucos e vinhos.
Além da fortuna que ele ganhava, e gastava a fortuna dos meus pais comprando materiais para sua loja, enquanto com o dinheiro que recebia gastava em viagens, roupas e iates.
Então chegamos no "bar" do meu tio, e lá ele pediu três vinhos e um refrigerante.
— Então, fale as novidades.
— Prendemos o assassino. Bem, mas isso não é o principal de tudo. O assassino nos informou que foi paga para dizer aquilo, e para assassinar seus pais. E ele também nos informou o local onde eles falaram sobre o assassinato, mas a polícia já está checando.
— Alguma suspeita de quem é o mandante do crime? — Falou minha tia, um pouco nervosa.
— Bem, graças a Jude sabemos que é alguém que queria incriminar o falecido Fred Turner, então perguntamos aos parentes se ele havia algum inimigo no governo, e eles disseram que ele havia discutido com alguém que era próximo ao vice prefeito, seu pai.
— Jude McCartney, você sabe quem era próximo ao seu pai que não gostava do Fred Turner?
— Não, detetive. Na verdade, no escritório do meu pai tem alguns documentos falsos que acho que podem dar novas pistas. Alguns meses atrás, eu encontrei o documento!
— E você não diz nada, pestinha? — Falou meus tios.
— Não! Primeiramente, eu preferi guardar o documento por tempo até ver se os policiais iam chegar nas pistas, então eu guardei com chave na gaveta do meu pai. — Minha tia então me encarou pelos olhos, e então desafiei-a. — Acho que há alguns documentos que possam comprovar crimes, como o diário do meu pai. Bem, eu guardei o diário dele no meu guarda-roupa. Bem, só falta a chave para abrir o diário.
— Boa, Jude! Você deveria virar detetive, sabia?
— Bem... Não! Antes de minha mãe morrer, ela falou o trecho de uma música chamada "Ei, Judas" da banda "Os besouros"
— Oh, oh! Minha favorita! Ei, judas,